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IRPF 2026: contribuintes já podem separar documentos e planejar envio da declaração

  • 04/03/2026

     
     


     

    IRPF 2026: contribuintes já podem separar documentos e planejar envio da declaração

    Com a proximidade do período de entrega do Imposto de Renda 2026, contribuintes e escritórios contábeis já podem iniciar a organização dos documentos referentes ao ano-calendário 2025. A expectativa é que o prazo de transmissão tenha início em meados de março e se encerre no fim de maio, conforme calendário tradicional adotado pela Receita Federal.

    Embora as datas oficiais e as regras definitivas de obrigatoriedade ainda dependam de divulgação formal, a preparação antecipada é considerada estratégica, especialmente para quem tem direito à restituição.

    A ordem de envio é um dos critérios utilizados para a formação da fila de pagamento, observadas as prioridades legais.

    Entrega antecipada pode antecipar restituição
    Contribuintes que transmitem a declaração nos primeiros dias tendem a receber a restituição mais cedo, desde que não haja pendências ou inconsistências.

    Além da ordem de envio, a legislação estabelece prioridades para:

    Idosos com 80 anos ou mais;
    Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
    Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério;
    Quem utilizar a declaração pré-preenchida e optar por receber via Pix;
    Quem utilizar a pré-preenchida ou escolher restituição via Pix;
    Demais contribuintes.
    Caso seja necessária retificação, o posicionamento na fila pode ser alterado, especialmente se houver mudança no valor da restituição.

    Declaração pré-preenchida exige conferência técnica
    Mesmo com a ampliação da declaração pré-preenchida, o contribuinte continua responsável pelas informações transmitidas.

    A recomendação para o período do IRPF 2026 é:

    Conferir todos os informes de rendimentos;
    Revisar valores declarados por fontes pagadoras;
    Validar dados de dependentes;
    Conferir rendimentos variáveis, como aluguéis e investimentos;
    Revisar informações centavo a centavo antes da transmissão.
    A pré-preenchida pode não conter dados completos quando:

    A fonte pagadora ainda não enviou as informações;
    Houver erro no informe fornecido;
    Existir ganho de capital;
    Houver renda do exterior;
    O contribuinte tiver atividade como autônomo (Carnê-Leão);
    Houver dependentes com renda própria.
    Documentos essenciais para o IR 2026
    A organização documental é etapa fundamental para evitar inconsistências e retrabalho. Entre os principais documentos estão:

    Rendimentos do trabalho
    Informes fornecidos por empregadores;
    Pró-labore e lucros recebidos por sócios.
    Instituições financeiras
    Informes com saldos bancários em 31/12/2024 e 31/12/2025;
    Rendimentos de aplicações financeiras.
    Previdência
    Informes do INSS (aposentadorias e pensões);
    Informes de previdência privada (PGBL e VGBL).
    Aluguéis
    Recibos mensais;
    Informes fornecidos por imobiliárias.
    Pensão alimentícia
    Comprovantes de pagamento ou recebimento.
    Despesas médicas
    Recibos e notas fiscais com identificação completa do profissional ou clínica;
    Comprovantes de plano de saúde.
    Educação
    Comprovantes de mensalidades escolares.
    Bens e direitos
    Escrituras e contratos de compra e venda de imóveis;
    Documentos de aquisição ou venda de veículos;
    Notas de corretagem e relatórios de investimentos.
    Despesas médicas: principal foco de cruzamento
    Despesas médicas continuam entre os principais fatores que levam contribuintes à malha fina. Como não há limite de dedução, o cruzamento eletrônico é mais rigoroso.

    Os recibos devem conter:

    Nome completo ou razão social;
    Endereço;
    CPF ou CNPJ do prestador.
    Desde 2025, profissionais de saúde devem emitir recibos por meio do aplicativo Receita Saúde, o que aumenta o nível de rastreabilidade das informações.

    Caso a despesa não apareça na declaração pré-preenchida, recomenda-se confirmar se o profissional transmitiu corretamente as obrigações acessórias antes do envio da declaração.

    Quem deve declarar o IRPF 2026?
    As regras oficiais ainda serão publicadas, mas, tomando como base o exercício anterior, estiveram obrigados a declarar contribuintes que:

    Receberam rendimentos tributáveis acima do limite anual estabelecido;
    Obtiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima do teto fixado;
    Tiveram ganho de capital na venda de bens;
    Realizaram operações em Bolsa acima do limite legal;
    Possuíam bens acima de determinado valor em 31 de dezembro;
    Obtiveram receita rural acima do limite anual;
    Passaram à condição de residentes no Brasil no ano-base;
    Declararam bens no exterior ou optaram por atualização patrimonial específica.
    A Receita Federal deverá confirmar os valores atualizados para o IRPF 2026.

    Multa por atraso
    O contribuinte obrigado a declarar que perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

    Organização contínua facilita próxima declaração
    Para evitar correria no período de entrega, especialistas recomendam manter a organização permanente dos documentos ao longo do ano, seja em formato físico ou digital.

    Guardar informes, recibos e contratos de forma estruturada reduz erros e facilita a conferência no momento da declaração.

    A preparação antecipada, aliada à revisão técnica das informações, é considerada uma das principais estratégias para reduzir o risco de malha fina no IRPF 2026.

    Fonte: Contábeis


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